Quando a equipe do Windows PowerShell sentou para criar um novo shell e a palavra “scripts” flutuou pela mesa, os suspiros de desalento provavelmente foram ouvidos por toda a cidade de Redmond. Afinal, os esforços anteriores da Microsoft dispensados aos scripts — estou falando do VBScript — não foram exatamente à prova de problemas.
Um modelo de execução excessivamente permissivo, combinado a uma predileção da maioria dos usuários de se conectar como administrador pleno, abriu o caminho para o desastre.
“Certamente”, as pessoas presentes à primeira reunião do Windows PowerShell™ devem ter pedido, “não vamos passar por tudo aquilo novamente”. E eles não passaram. A Microsoft melhorou muito a sua reputação em segurança, em grande parte porque começou a pensar nela em primeiro lugar em vez de ser a última preocupação no ciclo de desenvolvimento de um produto. Essa filosofia fica muito evidente no Windows PowerShell.
Por que os meus scripts não são executados?
Instale o Windows PowerShell em um computador novo e clique duas vezes em um arquivo .ps1: isso abrirá o Bloco de Notas, e não o Windows PowerShell. Isso acontece porque a extensão de nome de arquivo .ps1 — usada para scripts do Windows PowerShell — não possui uma associação com o próprio shell. Em outras palavras, você não pode executar um script simplesmente clicando duas vezes sobre ele. A única forma de executar um script é abrir o Windows PowerShell, digitar o nome do script e pressionar Enter.
Na verdade, simplesmente digitar o nome do script também não é o suficiente. Você pode ver na Figura 1 que há um arquivo Demo1.ps1 na pasta atual, mas digitar demo1 e pressionar Enter resulta em um erro: “O termo ‘demo1′ não é reconhecido como cmdlet, função, programa operável ou arquivo de script.” Por que isso acontece? Afinal, o arquivo está bem ali.
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